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Passado o capítulo das (http://www.almirdefreitas.com.br/blog/?p=144), outro livro traz números sobre o nosso comportamento e funcionamento. Trabalhando entre os campos da cultura e da herança evolutiva, o americano Chip Walter apresenta fatos, números e algumas hipóteses sobre o que nos diferencia dos outros animais em Polegares e Lágrimas (Record, 320 págs., R$ 54,90). Walter é essencialmente um jornalista, daí que é necessário entender que ele não possui o rigor científico de Dawkins, baseando-se, sem contestar, em algumas pesquisas isoladas. No que se refere a estatísticas, entretanto, a confiabilidade aumenta.
No que se refere ao beijo, por exemplo, pode-se dizer que:
É um sucesso, mas não é universal: quase 90% da humanidade beija – o que significa que cerca de 650 milhões de pessoas, por razões culturais, não beija. É mais do que as populações de todos os países do planeta, exceto China e a Índia. É uma droga: durante o beijo, são liberadas ondas dos neurotransmissores norepinefrina, dopamina e feniletilamina, que se ligam aos receptores do prazer no cérebro. Ela geram as mesmas sensações de euforia que as pessoas têm quando riem, fazem exercícios físicos ou tomam drogas como cocaína e heroína. É complexo e trabalhoso: qualquer movimento de lábios coloca para trabalhar 30 músculos, e, de 12 nervos cranianos que afetam a função cerebral, cinco entram em ação durante o beijo. Faz bem: o beijo na boca reduz a probabilidade de perda dos dentes, alivia o estresse, queima calorias e aumenta a autoestima. O beijo faz mal: estima-se que um único beijo de boca possa trocar 278 espécies de bactérias e vírus. Muita gente não gosta de lembrar disso.