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A tese geral de David Eagleman em Incógnito — As Vidas Secretas do Cérebro (Rocco, 288 págs., R$ 34,50) é a de que a maior parte do que fazemos e sentimos não está sob nosso controle consciente. No que se trata da sexualidade, Eagleman diz — como todo bom evolucionista —  que no fundo somos meros passageiros de uma máquina programada ao longo de milhares de anos para perpetuar a espécie. Sobre os sinais inconscientes em jogo nessa nobre e infinita (enquanto dure) missão, o neurocientista faz um apanhado de estudos sobre os mecanismos de atração. Alguns:

Homens consideram mais atraentes, saudáveis, bem-humoradas e inteligentes mulheres cuja proporção entre cintura e quadris fica entre o ideal de 0,67 e 0,8. Abaixo dessa faixa (cintura mais fina), são tidas como mais agressivas e ambiciosas; acima (cintura mais grossa), são consideradas gentis e fiéis. Sem perceber, homens tendem a achar mais bonitas mulheres de pupilas dilatadas, porque elas indicam interesse sexual. Mais visuais, homens quase sempre se deixam “enganar” quando veem uma mulher em um breve vislumbre: ela parecerá bonita, e não o contrário. Mulheres são consideradas, por homens e mulheres, mais bonitas no auge da fertilidade do seu ciclo menstrual — cerca de dez dias antes do fluxo. A pele fica mais clara e as orelhas, os dedos e os seios ficam mais simétricos. As mulheres preferem homens que pareçam másculos quando estão ovulando; quando não, preferem feições mais suaves, o que sugere comportamento mais social e amoroso. Homens e mulheres tendem a perder o interesse por um parceiro sexual depois de passado o tempo necessário de criar um filho — quatro anos, em média.

Mais evolucionismo e sexualidade (http://www.almirdefreitas.com.br/blog/?p=144), (http://www.almirdefreitas.com.br/blog/?p=798) e (http://www.almirdefreitas.com.br/blog/?p=3056).